Durante as longas horas da noite e
ocasionalmente nas primeiras horas da manhã, um grupo de indivíduos - a
maioria aparentemente racional e adulta - senta-se à frente de
um monitor de computador e com as mãos num teclado ou outro
dispositivo. O grito familiar do "Querido, vem-te deitar!" já
não é ouvido pois perde-se mergulhado no som rítmico das rodas
de um comboio virtual que viaja através de uma linha
digitalizada. Estes maquinistas virtuais operam ansiosamente
os controlos da sua locomotiva
favorita enquanto tentam
terminar a sua ordem de trabalho atribuída. O silêncio da
noite escura é finalmente quebrado com a aplicação do freio,
imobilizando o comboio que assim entrega sãos e salvos os
passageiros ou a carga no seu destino. Apenas mais um dia
rotineiro na vida de um maquinista que trabalha para um
companhia de caminho-de-ferro virtual.
É um daqueles, que simplesmente não consegue desviar os olhos
quando vê passar um grande comboio de mercadorias? Encontra-se
fascinado, e de câmara pronta, para 'sacar' algumas imagens
enquanto passa perto de uma passagem de nível? Você sempre
sonhou em sentar-se na cabine de uma daquelas
locomotivas diesel enormes enquanto rugem puxando toneladas de
carga? Você quer sentir-se envolvido nas operações quotidianas
de uma operadora de transportes ferroviários? Ou talvez esteja
à procura de mais conteúdo do que simplesmente saltar para os
comandos de uma 1960 e explorar a sua linha favorita?
Se você responder sim a alguma das questões acima, então
precisa considerar juntar-se a um Companhia de
Caminhos-de-Ferro Virtual (VR - Virtual Railroad). Derivado do
conceito das linhas aéreas virtuais (VA - Virtual Airline) ,
existem à bem pouco tempo, por comparação às linhas aéreas
virtuais, desde o lançamento do Train Simulator da Microsoft.
A maioria dos aspirantes a coordenadores de caminhos-de-ferro
virtuais querem realçar a sua experiência virtual 'surfando'
na net à procura de bibliotecas de ficheiros com o seu
material circulante favorito, com mais actividades,
itinerários diferentes, e também participando em fóruns de
discussão.
É difícil falar das origens das primeiras VR's mas pode-se
dizer que tiveram um começo tão brilhante como as VA's. No
entanto, a versão actual do MSTS tem ainda diversas limitações
e as ferramentas disponibilizadas são inábeis e instáveis. Tem
de se admitir que ao contrário das VA que já são mais de 100,
os Caminhos-de-Ferro ainda não passam do número com dois
dígitos. Neste tempo todo, há menos de 10 caminhos-de-ferro
virtuais activos em toda a comunidade.
No
entanto, estamos todos confiantes que futuros simuladores
venham possibilitar cada um de nós a alimentar esta paixão
para a simulação do comboio e do caminho-de-ferro, criando uma
estrutura onde o entusiasta possa conduzir uma locomotiva
específica numa determinada linha, para terminar uma ordem de
trabalho atribuída.
Tal como as VA's, o sucesso dos
caminhos-de-ferro virtuais devem-se à Internet. Não são um
esforço barato para o grupo dos entusiastas que os 'controla'.
Estas despesas não são simplesmente de natureza monetária,
elas também incluem centenas de horas de trabalho por semana
principalmente durante as horas livres. O trabalho inclui a
criação do equipamento, das actividades, da gerência de
relatórios, moderação dos forums que suportam os coordenadores
virtuais e os utilizadores da VR.
E tal como numa empresa verdadeira, o sucesso de uma companhia
virtual depende tanto da competência da sua gerência como dos
seus funcionários, para obter uma equipa bem sucedida nas
operações ferroviárias.
Traduzido e adaptado de um texto original da autoria de Jim Vaughan, publicado em www.vnerr.com e em www.trainsim.com